Questão 3

Revista de maior circulação no mundo, a Time mostrou como ficaram tênues os limites entre a ciência e a ficção. Em reportagem de capa, intitulada “Jovem para sempre”, não  descarta nas entrelinhas a chance de que um dia, quem sabe, se  descubra não a cura das doenças, mas a cura da morte. 
Menos sutilmente, estimula a esperança de que talvez o ser humano  possa chegar aos 300 anos. A revista an¬cora o sonho em moscas e minhocas que, tratadas em laboratórios, passaram a viver muitas vezes mais. A suspeita é de que, em algum lugar, seria possível  desmontar um relógio que determina o aparecimento de rugas, seios caídos, pernas flácidas, queda de cabelo. 
Ao tentar  separar fantasias e bom senso, a reportagem estabelece como hipótese realista que, a partir das desco¬bertas médicas das próximas três décadas, a expectativa de vida suba para 120 anos. Seria a continuação do impacto provocado pelo inglês Alexander Fleming, que descobriu o primeiro antibiótico. 
Traduzindo: as crianças de hoje se lembrariam de seus pais – ou seja, nós – como pessoas que  morreram jovens porque não  completaram 80 anos. Assim como achamos que nossos tataravós morriam cedo porque não  completavam 60 anos de idade. 
Os novos mitos nutridos pela tecnologia reforçam o absurdo brasileiro. Dezenas de milhares de crianças que não completam parcos 12 meses de vida morrem anualmente, porque simplesmente não têm comida ou bebem água contaminada. 
 
DIMENSTEIN, Gilberto. Expectativa de vida. In: ______. Aprendiz do futuro. São Paulo: Ática: 2004. (fragmento) 
 
(PUC-RS) Considerando o emprego de algumas formas verbais no texto (em negrito), é correto afirmar que 
a)
b)
c)
d)
e)
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