Questão 3

Emoções na montanha-russa (fragmento) 

Uma das sensações mais intensas e perturbadoras que se pode experimentar, neste nosso mundo atual, é um passeio na montanha-russa. Só não é nem um pouco recomendável para quem tenha problemas com os nervos ou com o coração, nem para aqueles com o sistema digestivo sensível. A própria decisão de entrar na brincadeira já requer alguma coragem, a gente sabe que a emoção pode ser forte até demais e que podem decorrer consequências imprevisíveis. Entra quem quer ou quem se atreve, mas sabe-se também que muita gente entra forçada por amigos e pessoas queridas, meio que contra a vontade, pressionada pela vergonha de manifestar sentimentos de prudência ou o puro medo. Mas, uma vez que se entra, que se aperta a trava de segurança e a geringonça se põe em movimento, a situação se torna irremediável. Bate um frio na barriga, o corpo endurece, 

as mãos cravam nas alças do banco, a respiração se torna cada vez mais difícil e forçada, o coração descompassa, um calor estranho arde no rosto e nas orelhas, ondas de arrepio descem do pescoço pela espinha abaixo. 

(Nicolau Sevcenko: A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa). 

(IFCE) Entre o conceito de “amigos e pessoas queridas” e o conceito de “forçar”, há uma oposição de ideias; empregar as palavras “amigos” e “queridas” em vez de “falsos” e “detestáveis”, por exemplo, suaviza a ideia de desagradáveis e inconvenientes; dizer que são amigos e queridos os que nos forçam a situações vexatórias é apresentar os termos com sentidos invertidos. Considerando-se essa análise e a leitura do trecho “muita gente entra forçada por amigos e pessoas queridas”, chega-se às figuras de linguagem denominadas: 

a)
b)
c)
d)
e)
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