Questão 8

(FUVEST) Os indígenas foram também utilizados em determinados momentos, sobretudo na fase inicial [da colonização do Brasil]; nem se podia colocar problema algum de maior ou melhor ‘aptidão’ ao trabalho escravo [...]. O que talvez tenha importado é a rarefação demográfica dos aborígines, e as dificuldades de seu apresamento, transporte, etc. Mas, na ‘preferência’ pelo africano, revela-se, mais uma vez, a engrenagem do sistema mercantilista de colonização; esta se processa num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva de capitais na metrópole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abastecimento das colônias com escravos, abria um novo e importante setor do comércio colonial, enquanto o apresamento dos indígenas era um negócio interno da colônia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preação dos aborígines mantinham-se na colônia, com os colonos empenhados nesse ’gênero de vida‘; a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto, fluía para a metrópole; realizavam-na os mercadores metropolitanos engajados no abastecimento dessa ‘mercadoria’. Esse talvez seja o segredo da melhor “adaptação” do negro à lavoura [...] escravista. Paradoxalmente, é a partir do tráfico negreiro que se pode entender a escravidão africana colonial, e não o contrário. 
(NOVAIS, F. A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial. São Paulo: Hucitec, 1979. p. 105. Adaptado.) 
Nesse trecho, o autor afirma que, na América portuguesa: 
 

a)
b)
c)
d)
e)
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