Questão 4

Debaixo do tamarindo

No tempo de meu Pai, sob estes galhos, 
Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira 
De inexorabilíssimos trabalhos! 
 
Hoje, esta árvore de amplos agasalhos 
Guarda, como uma caixa derradeira, 
O passado da flora brasileira 
E a paleontologia dos Carvalhos! 
 
Quando pararem todos os relógios 
De minha vida, e a voz dos necrológios 
Gritar nos noticiários que eu morri, 
 
Voltando à pátria da homogeneidade, 
Abraçada com a própria Eternidade, 
A minha sombra há de ficar aqui! 
 
Pela leitura do texto, conclui-se que 
 
(   ) O eu lírico recorda os tempos em que, à sombra da árvore, expressava o sofrimento 
proveniente do árduo trabalho. 
(   ) A imagem da vela fúnebre na primeira estrofe está associada à ideia da passagem do 
tempo. 
(   ) O poeta atribui à árvore a capacidade de guardar a memória da flora brasileira. 
(   ) O tom funesto do poema sustenta-se na saudade da figura paterna. 
(   ) O poeta prevê que, após a morte, sua existência, representada pela própria sombra, 
estará em harmonia com a natureza. 
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a)
b)
c)
d)
e)
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