Questão 10

LÍNGUA PORTUGUESA
Olavo Bilac 
Última flor do Lácio, inculta e bela, 
És, a um tempo, esplendor e sepultura: 
Ouro nativo, que na ganga impura 
A bruta mina entre os cascalhos vela... 
Amo-te assim, desconhecida e obscura. 
Tuba de alto clangor, lira singela, 
Que tens o trom e o silvo da procela, 
E o arrolo da saudade e da ternura! 
Amo o teu viço agreste e o teu aroma 
De virgens selvas e de oceano largo! 
Amo-te, ó rude e doloroso idioma, 
em que da voz materna ouvi: “meu filho!”, 
E em que Camões chorou, no exílio amargo, 
O gênio sem ventura e o amor sem brilho! 
LÍNGUA 
Caetano Veloso 
Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões 
Gosto de ser e de estarE quero me dedicar a criar confusões de prosódia 
E uma profusão de paródias 
Que encurtem dores 
E furtem cores como camaleões 
Gosto do Pessoa na pessoa 
Da rosa no Rosa 
E sei que a poesia está para a prosa 
Assim como o amor está para a amizade 
E quem há de negar que esta lhe é superior? 
E deixe os Portugais morrerem à míngua 
“Minha pátria é minha língua” 
Fala Mangueira! Fala! 
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó 
O que quer 
O que pode esta língua? 
 
(UFPE) Os enunciados abaixo se referem aos recursos utilizados na criação de “Língua”. 
I. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”, o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. 
II. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial, como “roçar”, “dores” e “cores”. 
III. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/ Da rosa no Rosa”, o autor utiliza o recurso da inversão. 
IV. Nas expressões “confusões de prosódia”, “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”, perpassa a ideia comum de “pluralidade”. 
Estão CORRETAS: 
a)
b)
c)
d)
e)
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