Questão 4

(UFRN) Sófocles, um dos grandes autores do  teatro grego antigo, escreveu a tragédia “Antígona”,  na qual Creonte, rei de Tebas, proíbe   que Polinices, filho de Édipo e irmão de Antígona,  seja sepultado. Flagrada desobedecendo   ao edito real, Antígona é levada à presença   de Creonte, ocasião em que se estabelece o seguinte  diálogo:  

CREONTE - [...] (a Antígona) dize-me, sem  rodeios; sabias que te era vedado, por um edito,   fazer o que fizeste? ANTÍGONA - Sim, sabia-   o bem. Como poderia ignorá-lo, se toda  gente o sabe?

  CREONTE - E, apesar disso, atreveste-te a passar   por cima da lei? 

ANTÍGONA - [...] não creio que os teus decretos  tenham tanto poder que permitam a alguém   saltar por cima das leis, não escritas, mas imutáveis,  dos deuses; a sua vigência não é, nem de   hoje nem de ontem, mas de sempre, e ninguém   sabe como e quando apareceram. 

                                                                                         (SÓFOCLES. Antígona. Lisboa: Verbo, [s. d.]. p. 24.) 

Algumas concepções desse trecho de Sófocles   estão também presentes nas ideias de John Locke,  um dos  grandes pensadores políticos do Iluminismo  do século XVIII. Sófocles e Locke têm   um pensamento comum quando concebem que:    
a)
b)
c)
d)
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