Questão 4

Amizades próximas e distantes existem desde os tempos do filósofo Aristóteles – e são igualmente importantes para nossa vida. É possível usar a internet e as redes sociais para cultivá-las? 
A internet e as redes sociais estão tornando as amizades superficiais? [...]
“Virou lugar-comum pensar que a versão virtual das relações é inferior ao correspondente real”, escreveu o filósofo holandês Johnny Hartz Søraker. “Essa percepção, aliada à ideia de que os relacionamentos virtuais substituirão os presenciais, nos leva à conclusão de que devemos concentrar esforços nas amizades reais em vez de procurar substitutas virtuais”. Essa visão, diz Søraker, professor da Universidade de Twente, não é inteiramente verdadeira. “É preciso considerar a possibilidade de as amizades virtuais suscitarem confiança e espalharem felicidade”.
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Os limites da amizade via internet ainda não estão definidos – e são objeto de intensa controvérsia, teórica e prática. Filósofos como Søraker especulam sobre o futuro da amizade e das relações humanas. Pessoas comuns como os 54 milhões de brasileiros inscritos no Facebook se perguntam se aquilo que elas fazem todos os dias, se as horas que dedicam ao trato e à troca com pessoas que nunca olharam nos olhos são apenas uma perversão digital do mais nobre dos afetos humanos. Os amigos do Facebook são desbravadores que responderão, na prática, a pergunta definitiva: é possível criar amizades verdadeiras pela internet e cultivá-las à distância? Ou, na verdade, as redes sociais estão nos isolando atrás da tela do computador?
Para se aproximar da resposta, é fundamental entender, primeiro, o que é a amizade. Filósofos de várias eras pensaram sobre essa questão vital para todos nós, e, mais recentemente, pesquisadores de áreas diversas tentaram desvendar os mistérios dessa forma primordial de relacionamento. Os resultados dessa reflexão sugerem que existem dois tipos de amizade, a próxima e a distante. Ambos são extremamente importantes para nosso crescimento pessoal. Os amigos próximos são como espelhos – no relacionamento com eles, muitas vezes conflituoso, e na comparação diária que se estabelece, definimos nossa personalidade. Os distantes nos aproximam de outras tribos, interesses e ramos do conhecimento – oxigenam nossa vida. 
 
(BUSCATO, Marcela; KARAM, Luíza; AYUB, Isabella. Revista Época. Disponível em: <http://www.revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/como-fazer-amigos-de-verdade-em-tempos-de-facebook.html>. 
 
(UFLA-MG) O objetivo central do texto é
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