Texto: Silogismo

Silogismo

Ao longo dos nossos estudos sobre a lógica, entendemos que o raciocínio é composto por juízos que nos permitem obter inferências. 

 

Nesse momento, nosso objetivo será compreender a relação entre as proposições e inferir sobre o que denominaremos por silogismo.

 

Para tanto, a princípio, definiremos a estrutura fundamental de um silogismo.

 

Termos

Os termos têm por função anunciar o que uma coisa é ou faz, ou como está; assim, eles revelam a essência ou o conceito daquilo que uma coisa é. Vale destacar que cada um dos termos possui uma extensão e compreensão.  

 

 

A extensão refere-se ao conjunto de objetos designados por um termo. Por sua vez, a compreensão é o conjunto de propriedades que caracterizam tais objetos. 

 

  • Termo maior (TM): possui uma extensão maior e envolve todos os outros termos. 
 
  • Termo Menor (Tm): possui uma extensão menor. 
 
  • Termo Médio (M): intermedeia entre o termo maior e o menor, sendo também considerado o elemento de comparação entre eles. 

 

O diagrama de Euler nos auxiliará na compreensão dos conceitos de extensão e compreensão. Vejamos abaixo: 

 

Premissas 

Premissas podem ser entendidas como as proposições que compõem o silogismo. Nelas já está contida uma conclusão. 

 

  • As premissas são classificadas como: 
 
  • Premissa maior: contém o termo maior.
 
  • Premissa menor: contém o termo menor.

 

Conclusão: é a terceira proposição do silogismo. Ela contém o termo maior (TM)    e o termo menor (Tm), mas jamais deve apresentar o termo médio (M). 

 

O que é um Silogismo?

É uma operação de raciocínio dedutivo formado por proposições que estão interligadas. 

 

Vale ressaltar que todo silogismo sempre será um raciocínio dedutivo composto por três termos, duas premissas e uma inferência. 

 

Vejamos abaixo um exemplo de silogismo: 

 

  • Todo homem é mortal – Premissa maior
 
  • Sócrates é homem – Premissa menor
 
  • Logo, Sócrates é mortal – Conclusão

 

Falácia

Certamente, podemos nos deparar com juízos que nos conduzam a inferências não legítimas. Esses juízos são denominados falácias ou sofismas.

 

A etimologia da palavra falácia mostra que ela deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Logo, falácia é um raciocínio falso, embora pareça estar de acordo com as regras da lógica. 

 

Nesse caso, as conclusões obtidas, inferências, partem de uma cadeia de raciocínio inválido. Vejamos o exemplo abaixo:

 

Todo homem é rico

 

José é homem 

 

Logo, José é rico

 

No exemplo apresentado, embora a conclusão possa ter validade, as proposições anunciadas são passiveis de contestação. Assim sendo, podemos discordar da primeira proposição, pois nem todo homem é rico. 

 

Portanto, falácia é um argumento logicamente inconsistente, inválido ou falho na tentativa de provar o que se afirma. 

 

Em Resumo    

Compreendemos a relação existente entre as proposições de modo a compor um argumento válido, denominado silogismo. 

Nossa investigação nos permitiu compreender que existe uma classe de argumentos inconsistentes ou falsos chamado de falácia.    

 

Referências    

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Tradução, coordenação e revisão de Alfredo Bosi et al. 2. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1982.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 2012.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofia com textos: temas e história da Filosofia. São Paulo: Moderna, 2013.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2005.

DIMENSTEIN, Gilberto; RODRIGUES, Marta M. Assumpção; GIANSANTI, Alvaro Cesar. Dez lições de Filosofia. São Paulo: FTD, 2012.  

FERRY, Luc. Aprender a viver – Filosofia para os novos tempos. Tradução de Vera Lucia dos Reis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

PRADO, Caio Jr. O que é Filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1996.

REALE, Giovanni Antiseri. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 1990.

VERNANT, Jean Pierre. As origens do pensamento grego. Tradução de Ísis Borges B. da Fonseca. Rio de Janeiro: Difel, 2002. 

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