Texto: Arte no Brasil Imperial

Arte no Brasil Imperial

Brasil do século XIX foi marcado pelo desejo de se pensar a nação brasileira. Num momento em que o estilo e a moda parisienses eram completamente tomados pelas elites brasileiras, os intelectuais e artistas da época buscavam, a todo custo, elementos de uma identidade nacional. 

 

Na literatura, poetas como Castro Alves faziam versos que denunciavam a escravidão, ao mesmo tempo em que conquistavam o público por sua qualidade estética. Nesse contexto, o negro e o índio eram reconhecidos como participantes decisivos na formação do povo brasileiro. José de Alencar e Gonçalves Dias colocaram, em seus romances, heróis indígenas que vieram a se tornar verdadeiros símbolos da nação. 

 

Poeta Castro Alves

 

Vale lembrar que a reconhecida obra de Machado de Assis procurou descrever o mundo de forma mais real e racional.

 

Escritor Machado de Assis

 

Na música, o Brasil ganhou notoriedade com  O Guarani, de Carlos Gomes. A obra foi inspirada no livro de mesmo nome, escrito por José de Alencar. Nesse momento foi possível ver um diálogo, ainda que tímido, entre a música clássica e a música popular por meio das composições de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga.

 

Carlos Gomes

 

No que diz respeito às artes plásticas, o surgimento da Academia Imperial de Belas Artes representou um momento decisivo para que a pintura nacional conquistasse seu espaço. Até então, a produção artística que retratava a nação brasileira era feita, em sua maioria, por pintores de missões artísticas estrangeiras. 

 

A Academia Imperial de Belas Artes foi uma escola superior de ensino de arte, criada no Rio de Janeiro, por Dom João VI. Após passar por várias dificuldades, conseguiu se firmar como principal diretriz do programa cultural nacionalista. 

 

Com a chegada da República, teve o nome alterado para Escola Nacional de Belas Artes. Em 1931 foi extinta, passando a fazer parte da Universidade do Rio de Janeiro, onde se encontra em pleno exercício até os dias de hoje. 

 

Os pintores Almeida Júnior, Vítor Meireles e Pedro Américo retrataram em suas obras cenas políticas e históricas memoráveis, relativas à arte do Brasil Império. A Arte nessa época se manifestou de várias formas, com sucesso e força. Tal fato se relaciona ao desenvolvimento econômico trazido pela economia cafeeira. O crescimento das cidades e o aumento das escolas abriram um novo mundo para a manifestação da Arte.

 

Em Resumo

A arte imperial brasileira caracterizou-se por um intenso desejo de valorização da identidade nacional. Os costumes e os valores estéticos parisienses eram absorvidos pelos brasileiros com tanta naturalidade, que os artistas do nosso país se sentiam indignados. Estes, por sua vez, tentavam a todo custo instaurar, por meio da Arte, uma cultura de valorização da nação brasileira.

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