Texto: Bioquímica das Proteínas

Bioquímica das Proteínas

Proteínas

As proteínas são macromoléculas constituídas por repetições pequenas, os aminoácidos. Estes são substâncias que se constituem de um grupo amina e um grupo carboxila, e se ligam para formar as biomacromoléculas, chamadas de proteínas. 
 
Nesse sentido, as proteínas desenvolvem importantes funções em nosso organismo e, se comparadas aos glicídios e aos lipídios, são muito mais complexas. As funções que elas desempenham são variadas, pois podem ser biocatalisadores e estruturais, como o colágeno; e transportadoras de oxigênio, a exemplo da hemoglobina.
 
Proteínas
 
Alguns vegetais produzem as proteínas de que necessitam. Já os animais, por serem heterótrofos, não são capazes de sintetizar as proteínas e requerem alimentos que sejam fontes dessas proteínas.

 

Estruturas das Proteínas

As proteínas são, na verdade, polímeros naturais, sendo que os monômeros são moléculas de aminoácidos. Estruturalmente, as proteínas são formadas por ligações de condensação entre aminoácidos, chamadas de ligação peptídica:
 
 
 

Para que ocorra a ligação, acontece uma reação de desidratação, ou seja, libera-se uma molécula de água a cada duas moléculas que se unem, e assim calculamos o número de ligações peptídicas, que diz respeito à quantidade de aminoácidos presentes na proteína menos um. Por exemplo, se hipoteticamente todos os AM abaixo representassem um aminoácido, teríamos dez ligações peptídicas:
 
AM-AM-AM-AM-AM-AM-AM-AM-AM-AM
 
As proteínas podem passar por quatro etapas estruturais, a saber:
  • Primária: etapa em que os aminoácidos se ligam, sendo que as funções e propriedades de cada proteína são definidas. Se houver alguma mudança nessa estrutura, a proteína perde suas funções;
     
  • Secundária: nesta etapa se constitui a estrutura helicoidal da proteína, formando filamentos. Tal fase acontece com todas as proteínas;
     
  • Terciária: esta fase ocorre apenas em proteínas globosas. Nelas, as proteínas adquirem o formato globoso;
     
  • Quartanária: esta fase acontece apenas com proteínas muito grandes e as que possuem alto peso molecular, como a hemoglobina.
Hemoglobina


As Enzimas

As enzimas são biomoléculas cuja função é catalisar reações que acontecem em nosso organismo, sendo também proteínas. A função delas é basicamente economizar energia. São essenciais à nossa existência, pois diminuem o calor produzido durante as reações que acontecem. Por exemplo, se em nosso sistema digestivo não houvesse a presença desses biocatalisadores, seria liberado um calor insuportável e provavelmente morreríamos.
 
Nesse sentido, as enzimas agem sobre o que chamamos de substrato. Então, elas formam um composto ezima-substrato que, em seguida, se separa já com o produto final, gastando menos energia. Veja, na figura abaixo, como as enzimas funcionam:
 
Ação das enzimas na quebra da Maltose
 
Alguns fatores influenciam na ação enzimática, tais como temperatura, variação do pH e quantidade de substratos. As enzimas só operam entre quatro e 45 °C. O pH deve ser controlado de acordo com o pH de cada proteína, sendo uma basófila, outra acidófila e, por fim, a neutrófila.
 
Assim, as proteínas são necessárias à nossa saúde; logo, devemos sempre incluí-la em nossa alimentação. As proteínas enzimáticas também são imprescindíveis, pois elas diminuem o calor liberado nas reações de moléculas que ocorrem em nosso sistema digestivo.
 
Fontes de variadas proteínas.


Em Resumo

Neste tópico vimos que as proteínas são macromoléculas presentes em organismos vivos que desempenham variadas funções. Elas são constituídas por aminoácidos que se ligam a partir de uma ligação peptídica. As enzimas são proteínas específicas que aceleram reações químicas em organismos vivos. Toda enzima é uma proteína, mas nem toda proteína é uma enzima.
 

Referências

PERUZZO, T. M.; CANTO, E. L. Química: volume único. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003.
SANTOS, W. L. P.; MÓL, G. S. (Coord.) Química e sociedade: volume único — ensino médio. São Paulo: Nova Geração, 2005.
USBERCO, J.; SALVADOR, E. Química 1: química geral. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
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