Texto: Cores

Cores

Isaac Newton observou há aproximados 300 anos que a luz branca, ao atravessar um prisma de vidro, decompunha-se em sete cores, as quais compõem o chamado espectro luminoso (a razão pela qual isso ocorre será vista mais adiante, ao estudarmos o fenômeno da refração).
 
 
A simples observação desse fenômeno leva-nos a concluir que a luz branca não é pura, mas, sim, obtida pela mistura dessas sete cores, aliás, as únicas que podem ser chamadas de monocromáticas. Todas as outras que não estão nesta lista, como, por exemplo, o marrom, são formadas por misturas de outras cores. Quando da ocorrência de um arco-íris, observe-o com atenção, pois suas cores são as do espectro luminoso.

A série de cores na ordem crescente de frequências é:
  • Vermelho
  • Laranja
  • Amarelo
  • Verde
  • Azul
  • Índigo ou anil
  • Violeta
 
Dica: Tomando a primeira cor, a primeira letra de cada cor seguinte e a última cor, temos nosso grito de guerra:
 
Vermelho LAVAI Violeta!


A Cor dos Corpos

Observe o papel onde você escreve. Ele não tem luz própria, portanto, é uma fonte luminosa secundária. Ele é iluminado por luz branca e você o vê branco.  Agora observe sua roupa. As diversas peças também são fontes luminosas secundárias, e também estão sendo iluminadas com branco, mas você as vê coloridas. Uma peça amarela, por exemplo, reflete o amarelo, afinal você o está vendo, mas não reflete as outras componentes do branco, pois elas são absorvidas. A cor de um corpo que não tem luz própria é determinada pela cor da luz que ele é capaz de refletir.
 

Cores Primárias

O vermelho, o verde e o azul, são chamadas de cores primárias, pois misturadas em doses convenientes podem produzir todas as outras cores. Observe a tela de seu monitor com uma lupa e você verá que ela é constituída de pequenas unidades que, vistas à distância, misturam-se e dão a ideia do conjunto. Entretanto, olhando de perto, percebe-se que essas unidades são todas vermelhas verdes ou azuis.
 
As cores primárias podem se misturar e produzir outras cores
 

Importante!

Se você incide duas ou mais luzes de diferentes cores sobre um anteparo, a cor obtida é dada pela soma daquelas cores. Por outro lado, se você mistura diferentes pigmentos sobre um anteparo (diferentes tipos de tintas sobre um papel, por exemplo), a cor obtida é dada pela subtração das cores de cada pigmento. Isso ocorre porque cada pigmento refletia a frequência que determina sua própria cor, absorvendo todas as outras. Logo, se você mistura diversos pigmentos, todas as frequências acabarão sendo absorvidas. Esse efeito é fácil de demonstrar: se você mistura luzes de todas as cores, o resultado obtido é branco; se você mistura pigmentos de todas as cores, o resultado obtido é negro.
 

Cores Complementares

Cores complementares são aquelas que misturadas duas a duas dão como resultado o branco. No Triângulo de Maxwell, são os pares de cores opostas. 

Triângulo de Maxwell

 
Como se pode observar, o branco pode ser obtido de diversas maneiras diferentes:
  • Misturando todas as cores
  • Misturando amarelo e anil
  • Misturando azul e vermelho
  • Misturando verde e violeta
 
A cor branca também pode ser obtida pela intensa dispersão dos raios luminosos como acontece, por exemplo, em uma nuvem. A nuvem é um aglomerado de pequenas gotículas, todas elas transparentes, e, ao penetrar nesse aglomerado, os raios luminosos dispersam-se por todos os lados e o resultado é uma cor branca. A rede de pesca é feita de fios transparentes, mas, quando embolada, o resultado é branco. Do mesmo modo, a maioria dos tecidos brancos na verdade são feitos de fios transparentes. Isso requer um grande cuidado: esses tecidos, quando molhados, sofrem uma enorme redução na capacidade de dispersar a luz e em consequência recuperam muito de sua transparência!
 

Objeto e Imagem

Objeto e imagem são conceitos relativos, que dependem do referencial adotado. Esse referencial, chamado de sistema óptico, pode ser um espelho, um dióptro (superfície que separa dois meios ópticos), uma lente, um prisma, etc. Objeto e imagem são encontrados no ponto onde se cruzam dois raios luminosos. Para definir se aquele cruzamento de raios é objeto ou imagem, basta observar a luz em relação ao sistema óptico.
 
A luz que chega ao sistema define o objeto
 
Veja, por exemplo, um projetor de cinema. O sistema óptico é a lente do projetor. Uma lâmpada poderosa é colocada atrás do filme, de forma que sua luz atravesse-o e atinja a lente (luz que chega ao sistema define o objeto; a luz veio do filme e ele é o objeto). Após atravessar a lente, a luz é projetada sobre uma tela (luz que sai do sistema define a imagem).
 
Imagem virtual
 
A luz que sai do sistema define a imagem
 
Quando alguém usar um projetor, vá até a tela e coloque a mão lá. Você não pode pegar a imagem, mas ela estará projetada sobre sua mão; ela é real, porque ali existe luz de verdade.
 
Quando formados por luz de verdade, objeto e imagem são chamados de reais; se formados por prolongamentos de raios luminosos, são virtuais.
 
Objeto virtual
 
A imagem que se vê em um espelho plano é do tipo virtual, e ela pode ser vista com grande facilidade. Experimente colocar algo diante de um espelho plano: a imagem será formada atrás dele. Vá até o lado de trás do espelho e procure a imagem. Achou? É claro que não! Ela é virtual. Você a vê, mas, lá onde ela é vista, não existe nada.
 
Se os raios luminosos são paralelos entre si, é porque o ponto de onde saíram ou para onde vão está situado a uma distância infinitamente grande. Nesse caso seriam impróprios.
 
 

Em Resumo

Vimos neste tópico que a luz branca pode ser decomposta em várias cores. Conhecemos também o conceito de cores primárias (que se unem para formar outras cores) e de cores complementares (que se unem para formar a cor branca).
 
Por fim, vimos uma breve introdução ao conceito de objeto e imagem. Para diferenciá-los, basta observar o feixe de luz em relação ao sistema: se é luz que chega até ele, o ponto é objeto; se é luz que sai dele, o ponto é imagem. Se o cruzamento é formado pela própria luz, o ponto é de natureza real; se forem prolongamentos dos raios luminosos, a natureza é virtual.
 
Imagem imprópria
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