Texto: Sucessão Ecológica

Sucessão Ecológica

Muitas regiões apresentam condições desfavoráveis para o estabelecimento de seres vivos, com clima severo e nutrientes indisponíveis. Em alguns ambientes existem apenas rochas e solo nu. Muitos organismos, porém, vencem estas condições adversas e se instalam nestes ambientes, modificando-os e permitindo que outros organismos menos resistentes se instalem também de forma sucessiva. Sendo assim, as comunidades vão se alternando, criando um ambiente com condições cada vez mais estáveis. A este processo de evolução das comunidades ao longo do tempo chamamos sucessão ecológica.
 
 

O Processo de Sucessão Ecológica

A sucessão ecológica ocorre porque, para cada espécie, a probabilidade de colonização muda ao longo do tempo, tal como mudam os fatores abióticos, tais como a intensidade luminosa, as características do solo, a umidade, entre outros. Fatores bióticos do meio, tal como a abundância de “inimigos” naturais, a capacidade competitiva de outras espécies e as associações ecológicas possíveis também contribuem para a sucessão de uma maneira geral. Se a paisagem fosse observada em vários momentos ao longo do tempo, poder-se-ia constatar que o processo de colonização de um dado local é possível porque as espécies pioneiras, à medida que se desenvolvem, favorecem a fixação de outras espécies. A este estágio segue-se então um estágio intermédio, em que as espécies presentes no local são mais exigentes em relação aos fatores ambientais. Esta nova comunidade pode, mais tarde, ser substituída por outra, e assim sucessivamente, até que se estabelece uma comunidade mais complexa, até o estágio final da sucessão.
 
 

Tipos de Sucessão Ecológica

Considera-se que uma sucessão ecológica é primária quando tem início num terreno novo, totalmente desabitado. Quando a sucessão se faz a partir de uma comunidade antiga, é chamada de secundária.
 
 
 
A sucessão ecológica secundária ocorre quando há destruição da comunidade instalada num dado local por catástrofes naturais ou por perturbações causadas pelo homem, tais como queimadas e desmatamento. Esta sucessão é, normalmente, mais rápida que a primária, uma vez que no solo permanecem alguns microorganismos e um razoável banco de sementes e propágulos vegetativos que tornam o substrato, previamente ocupado, mais favorável à recolonização.
 

Numa área florestal queimada, mesmo que se inicie um processo de sucessão ecológica, a perda de biodiversidade é drástica.
 
 
 
Esquerda – condições para uma sucessão ecológica secundária; Direita - condições para uma sucessão ecológica primária.
 
 

Fases de uma Sucessão Ecológica

Nesse processo, no qual as comunidades se substituem, a primeira comunidade é chamada de comunidade pioneira ou ecese, que, numa sequência ordenada e gradual, se estabelece numa comunidade final, estável, equilibrada, chamada de comunidade clímax.
 
 
 
Inicialmente, há um predomínio de seres autótrofos e espécies de pequeno porte com fácil dispersão e um ciclo reprodutivo curto. Ao atingir o estágio clímax, a comunidade apresenta tanto organismos autótrofos como heterótrofos, com predomínio de espécies mais complexas e exigentes.
O processo de sucessão ecológica pode ser mais bem compreendido a partir do quadro abaixo. 
 
 

 

Em Resumo

Sucessão ecológica é um processo de transformação de um ambiente considerando todas as espécies envolvidas. Desde o estágio inicial e a colonização por organismos pioneiros até o estágio clímax, quando se estabelece certa estabilidade na comunidade. É importante considerar a sucessão primária, que ocorre em um ambiente recém-formado, como uma ilha vulcânica, enquanto a sucessão secundária ocorre quando há destruição de uma comunidade já instalada e o subsequente processo de recolonização do ambiente.
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