Texto: Reino Metáfita: Pteridófitas

Reino Metáfita: Pteridófitas

 

Pteridófitas

As pteridófitas representam um grupo de plantas que possuem algumas aquisições evolutivas em relação às briófitas. Tais aquisições, como os vasos condutores de seiva e o sistema radicular mais desenvolvido, lhes permitiram uma distribuição geográfica maior e grande diversidade de espécies. Entre os representantes desse grupo destacam-se as samambaias, muito conhecidas pela população, sendo utilizadas como plantas ornamentais, algo comum em diversas residências brasileiras.
 
 

Samambaias

As samambaias são as representantes mais conhecidas das pteridófitas.Se forem comparadas com os musgos, vegetais muito primitivos, nota-se que elas já possuem algumas aquisições evolutivas muito significativas. Diante disso, a presença de vasos condutores de seiva inaugura um novo grupo na história evolutiva das plantas: as traqueófitas.
 
Folhas de uma pteridófita com detalhe para os soros
 
 
Ha milhões de anos, as pteridófitas dominaram a cobertura vegetal da Terra. Registros fósseis em grandes deposições de carvão mineral comprovam essa teoria. Hoje, essas reservas representam uma importante fonte de combustível, relacionada à energia fóssil.
 
 
 

Características Gerais

 
  • Essas plantas possuem tecidos especializados na condução de seivas; 
 
  • O sistema vascular possibilita que tais plantas atinjam a altura de até quatro metros; 
 
  • Não possuem flores e são incluídas no grupo das criptógamas, junto com as briófitas;
 
  • Não apresentam frutos nem sementes; 
 
 
Possuem folhas se ramificadas em folíolos.As raízes são bem desenvolvidas e adaptadas ao ambiente terrestre.
 
 

 

Ciclo de Vida

Nas pteridófitas, assim como no grupo das briófitas, a reprodução se dá por alternância de gerações (metagênese). A diferença fundamental é que, nesse grupo, a fase duradoura é o esporófito (2n), e a temporária, o gametófito (n), ao contrário do ciclo de vida de uma briófita.
 
Ciclo haplodiplonte das pteridófitas

 
 
Pode-se observar, em determinadas épocas do ano, na superfície inferior das folhas, alguns pontos mais escuros, que são estruturas denominadas soros. Em algumas espécies aparecem modificações especiais no ápice dos ramos chamados de estróbilos. Tanto os estróbilos como os soros são conjuntos de esporângios produtores de esporos (n). 
 
 
Assim como acontece no ciclo haplodiplonte, para a formação dos esporos é necessária sempre a ocorrência de meiose. Essa fase de esporófito é duradoura, pois é representada pela planta adulta. Nela, os esporos são lançados, caem no solo e se desenvolvem. A estrutura originada recebe o nome de protalo, iniciando a fase temporária de gametófito. No protalo, são originados os gametas masculinos, anterozoides (n), e femininos, oosferas (n).
 
 
Nas pteridófitas, a fecundação também depende da água. O anterozoide flagelado desloca-se até a oosfera, formando a célula-ovo ou zigoto (2n). O protalo se desfaz e, a partir do zigoto, desenvolve-se novamente o esporófito duradouro. Um pequeno broto cresce até formar a planta adulta.
 
 
 
Ciclo reprodutivo das pteridófitas
 
 
 
As pteridófitas são representadas, de maneira geral, pelas samambaias, com espécies bastante familiares, mas outros representantes podem ser destacados como as avencas, o xaxim, as Iicopodíneas, as selaginelas e as samambaiaçus. Tais exemplares também se enquadram nesse grupo.
 
 
 
Da esquerda para direita – xaxim, licopodium, avenca e selaginela
 
 
 

Em Resumo

As pteridófitas, representadas pelas samambaias, são plantas vasculares que ainda dependem da água para a reprodução. Não possuem flores, frutos e sementes, mas já apresentam folhas, caule e raízes bem desenvolvidas. O ciclo reprodutivo é haplodiplonte, em que a fase duradoura é o esporófito, e a temporária, gametófito.
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