Texto: A lírica Camoniana e a Épica Camoniana

A lírica Camoniana e a Épica Camoniana

objetivo deste tópico é apontar os principais aspectos da autoria de Luís de Camões, um marco da literatura portuguesa e universal. Sabemos que sua obra divide-se em duas formas fundamentais: de um lado, a poesia medieval, tradicional, valendo-se da medida velha das redondilhas; de outro, a clássica, renascentista, a chamada medida nova, ou dolce stil nuovo renascentista, subdividida em poesia lírica (sonetos, odes, elegias, canções, églogas, sextinas e oitavas) e em poesia épica. Aqui, estudaremos a poesia elaborada por Camões sob o escopo da medida nova. Iniciaremos com breves apontamentos sobre a poesia épica.

 

Atenção 

Pouco se conhece da vida do poeta. Nascido em 1524 ou 1525, talvez em Lisboa, Luís Vaz de Camões era, possivelmente, de família aristocrática, o que lhe valeu a formação clássica e a leitura de autores gregos e latinos. Exilado por haver provocado o amor de damas da corte, como a Infanta D. Maria e D. Catarina de Ataúde, perde o olho direito em Ceuta, em 1549, quando servia como soldado raso. Obrigado a trabalhar no serviço militar ultramarino por ter ferido Gonçalo Borges, servidor do Paço, chega à Índia em 1553 e, em 1556, é nomeado “provedor mor dos bens de defuntos e ausentes”, mas, acusado de prevaricação, depois de naufragar no rio Mecon, é preso em Goa. Há uma curiosidade sobre esse naufrágio: reza a lenda que o poeta salvou-se a nado e, tendo que escolher entre o original de Os Lusíadas e sua acompanhante daqueles tempos, Dinamene, optou pelo poema épico. Em 1567, é preso novamente, dessa vez em Moçambique, de onde, levando uma vida miserável, parte, finalmente, de volta a Portugal. Em 1572, publica Os Lusíadas e recebe, por isso, uma pensão anual de 15.000 réis, que não é suficiente para o tirar da miséria e do abandono em que faleceu a 10 de junho de 1580. 

 

A Poesia Épica Camoniana: Os Lusíadas

Consagrada pelos autores da renascença por ter sido o grande gênero literário usado pelos clássicos para narrar grandes feitos, como a Odisseia, de Homero, e a Eneida, de Virgílio, a épica tem suas características próprias que devem ser compreendidas antes do estudo de Os Lusíadas. Eram narrações em verso de grandes feitos de heróis que, ajudados pelos deuses, equiparavam-se a eles por sua bravura e destreza, desfiando-os por vezes. Curiosamente, tal estrutura encaixava-se perfeitamente ao intuito de Camões, que descreveu o grande feito realizado pelos portugueses, a descoberta do caminho para as Índias contornando-se o continente africano: equipará-los a deuses, fazendo-os a máxima expressão do homem da renascença, valentes, desafiadores, bravos e nobres, uma vez que exploravam outros continentes, também em nome de Deus, para que se espalhasse a fé cristã. O uso da épica como estrutura de uma obra era, também, conveniente, porque ia ao encontro dos valores estéticos usados na época: os versos decassílabos, a influência de divindades e histórias mitológicas na narrativa e o motivo nobre que a revestia. Tendo isso em vista, podemos dizer que os cantos do poema têm os seguintes assuntos como mote:

 

  • Ida, Volta, Canto I: viagem do canal de Moçambique a Mombaça;
 
  • Canto Il: viagem de Mombaça a Melinde;
 
  • Cantos III e IV: Vasco da Gama narra a história de Portugal ao Rei de Melinde;
 
  • Canto V: Vasco da Gama narra a viagem de Lisboa até o Oceano Índico;
 
  • Canto VI: viagem de Melinde a Calicute;
 
  • Canto VII, VIII e parte do IX: os portugueses na Índia;
 
  • Canto IX (final) e X: viagem de volta. 

 

Com efeito, Os Lusíadas são a narração da viagem feita por Vasco da Gama às Índias, em 1498, e seguem rigorosamente a estrutura formal clássica das obras épicas, possuindo dez cantos, em que se divide a narrativa, com o total de 1.102 estrofes em oitava rima, em que há seis rimas cruzadas e as duas finais em paralelo:

 

Passada esta tão próspera vitóRIA, a

Tornado Afonso à lusitana terRA, b

A se lograr da paz com tanta glóRIA a

Quanta soube ganhar na dura guerRA, b

O caso triste, e dino da memóRIA a

Que no sepulcro os homens desenterRA, b

Aconteceu da mísera e mesquiNHA c

Que despois de ser morta foi raiNHA. c

 

Os versos são decassílabos heroicos, com ênfase na sexta e décima sílabas:

 

A / se / lo/ grar / da / paz / com / tan / ta / gló / ria
 1    2    3      4      5      6        7        8      9    10

 

Há poucos versos decassílabos sáficos, com ênfase na quarta, oitava e décima sílabas:

 

Tor / na / do A / fon / so à / lu / si / ta / na / te / rra

  1      2       3        4       5      6    7    8    9    10

 

A narrativa divide-se em:

 
  • Proposição, em que se faz um pequeno resumo da obra e explica-se sobre o que ela versará;
 
VAVZV As armas e os barões assinalados

Que da Ocidental praia Lusitana,

Por mares nunca dantes navegados

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados

Mais do que prometia a força humana

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram;

 

E também as memórias gloriosas

Daqueles Reis que foram dilatando

A Fé, o Império, e as terras viciosas

De África e de Ásia andaram devastando,

E aqueles que por obras valerosas

Se vão da lei da Morte libertando

Cantando espalharei por toda a parte

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

 

  •  Invocação, em que se pede às musas — em Os Lusíadas, as tágides, ninfas do rio Tejo — ajuda e inspiração para escrever a obra;

 

E vós, Tágides minhas, pois criado

Tendes em mim um novo engenho ardente,

Se sempre em verso humilde celebrado

Foi de mim vosso rio alegremente,

Dai-me agora um som alto e sublimado,

Um estilo grandíloquo e corrente,

Porque de vossas águas, Febo ordene

Que não tenham inveja às de Hipocrene.

 

Dai-me uma fúria grande e sonorosa,

E não de agreste avena ou frauta ruda,

Mas de tuba canora e belicosa,

Que o peito acende e a cor ao gesto muda;

Dai-me igual canto aos feitos da famosa

Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;

Que se espalhe e se cante no universo,

Se tão sublime preço cabe em verso.

 

  • Dedicatória, que, em Os Lusíadas, é feita ao rei D. Sebastião;

 

E, enquanto eu estes canto, e a vós não posso, 

Sublime Rei, que não me atrevo a tanto, 

Tomai as rédeas vós do Reino vosso: 

Dareis matéria a nunca ouvido canto. 

Comecem a sentir o peso grosso 

(Que pelo mundo todo faça espanto) 

De exércitos e feitos singulares 

De África as terras e do Oriente os mares.

 
  • Narração, que começa in media res, isto é, quando os fatos que serão narrados já estão acontecendo; em Os Lusíadas, começa-se narrando a viagem já no Oceano Índico e o que ocorreu antes será narrado depois;

 

Já no largo Oceano navegavam,

As inquietas ondas apartando;

Os ventos brandamente respiravam,

Das naus as velas côncavas inchando;

Da branca escuma os mares se mostravam

Cobertos, onde as proas vão cortando

As marítimas águas consagradas,

Que do gado de Próteu são cortadas,

 

  • Epílogo, que encerra a obra.

 

Não mais, Musa, não mais que a Lira tenho 

Destemperada e a voz enrouquecida, 

E não do canto, mas de ver que venho 

Cantar a gente surda e endurecida. 

O favor com que mais se acende o engenho 

Não no dá a pátria, não, que está metida 

No gosto da cobiça e na rudeza 

Duma austera, apagada e vil tristeza.

 

O Consilio dos Deuses, Luigi Sabatelli 

 

No Canto I, após a Proposição, a Invocação e a Dedicatória, começa a narração: enquanto os portugueses navegam no Índico, os deuses, no Olimpo, discutem seu destino. Júpiter lhes é favorável por serem a nova expressão das antigas civilizações clássicas; Baco enxerga neles uma afronta: se são os homens capazes de grandes feitos, que lugar restará aos Deuses? Os navegantes aportam em Moçambique.

 

No Canto II, sempre importunados por Baco, os portugueses viajam de Mombaça a Melinde, onde serão bem recebidos pelo rei, que pede a Vasco da Gama que lhe conte a história do povo português.

 

É no Canto III que está o episódio de Inês de Castro, parte da história de Portugal. Há, ainda, outras passagens importantes: a descrição geográfica da Europa e a localização de Portugal, a vitória de Ourique e a batalha do Salado.

 

No Canto IV, a história de Portugal continua a ser narrada. A batalha de Aljubarrota, de Ceuta, o sonho profético de D. Manuel e, finalmente, o episódio do Velho do Restelo são os momentos mais importantes desse canto.

 

No Canto V, é narrada a viagem de Vasco da Gama até Melinde. A travessia do Cabo das Tormentas, personificado pelo Gigante Adamastor, marca esse canto. Encerra-se, aqui, a fala de Vasco da Gama ao rei de Melinde.

 

No Canto VI, mais uma vez atrapalhados por Baco, ajudado por Éolo e Netuno, e salvos pela benevolência e admiração de Júpiter, os portugueses abandonam Melinde e aportam em Calicute. Na viagem, conta-se a história dos Doze da Inglaterra. Discutem-se a honra e a fama.

 

O Canto VII é marcado pela continuação das considerações sobre honra e fama, a visita a Moçaibe e a audiência com Samorim.

 

No Canto VIII, Paulo da Gama, irmão de Vasco, contará a Catual a história dos portugueses, explicando-lhe o significado das figuras estampadas em uma bandeira. Percebendo indisposição contra os portugueses, Vasco da Gama se deixa aprisionar, mas é resgatado.

 

No Canto IX, retornam os portugueses que, premiados por Vênus, ajudada pelo filho Cupido, são presenteados com uma ilha maravilhosa habitada por ninfas: é o episódio da Ilha dos Amores.

 

Encerra-se a narrativa no Canto X, em que Tétis mostra a Vasco da Gama a máquina do mundo e a armada retorna a Portugal. A tônica do epílogo não é otimista: o narrador tem a voz enrouquecida e vê sua nação no gosto da cobiça e da rudeza.

 

A viagem de Vasco da Gama às Índias 

 

A Poesia Lírica Camoniana: uma Poética de Dualidades

A poesia lírica camoniana exprime o momento histórico vivido, um período repleto de transformações profundas. Por isso, vemos o poeta elaborando uma poesia lírica calcada na medida velha, em textos breves, de tradição popular, ao passo que também constrói uma poesia mais elaborada, espelhada na cultura greco-romana. Com efeito, o poeta não abandonou a tradição medieval, ao mesmo tempo em que aderiu às propostas Renascentistas, usando, inclusive, regras clássicas de composição, advindas da Antiguidade. Portanto, podemos organizar a poesia lírica de Camões em lírica amorosa e lírica filosófica.

 

Lírica Amorosa

Sob a influência de Petrarca, a lírica amorosa camoniana obterá um outro traço relevante: o neoplatonismo. Em linhas gerais, corresponde a uma corrente filosófica baseada nas ideias de Platão, que sugere a idealização do amor e do objeto do sentimento (no caso, a figura feminina): a mulher era considerada um ser superior e inatingível, devendo ser admirada a distância como fonte de virtudes e possibilidade de purificação daquele que nutre o sentimento amoroso. Para Maria Helena Ribeiro da Cunha (1965, p.122), podem ser extraídas três ideias sobre o platonismo amoroso na obra lírica camoniana: 

 

- o amor idealizado alça a tal altura o espírito, que o faz contemplar uma realidade extra-terrena;

- esse amor, chama orientadora do espírito, se dirigido para o Bem, ilumina a realidade inteligível;

- sublimado na ausência, o amor, ou a contemplação da mulher amada, reflexo da Beleza Divina, enobrece a alma e nela executa a imagem incorporal.

 

Portanto, o corpo feminino era apenas um reflexo da beleza pura, do bem e da virtude. Os sentimentos de dor e de saudade, pela ausência ou pela perda do ser amado, transformam-se em objetos de estímulo ao amor e um caminho para a purificação, para a sublimação. Entretanto, a sensualidade, também proveniente da cultura greco-romana, perpassa seu texto. Assim, percebemos a dualidade entre a idealização e o desejo. Em outras palavras, a mulher e o amor são elementos idealizados que, no entanto, o eu lírico desejaria sentir carnalmente. Essa frequente dualidade camoniana é marcada pelo uso de antíteses. Leia o soneto abaixo e perceba as questões apontadas:

 

Um mover de olhos, brando e piedoso,

Sem ver de quê; um riso brando e honesto,

Quasi forçado; um doce e humilde gesto,

De qualquer alegria duvidoso;

 

Um despejo quieto e vergonhoso;

Um repouso gravíssimo e modesto;

Uma pura bondade, manifesto

Indício da alma, limpo e gracioso;

 

Um encolhido ousar; uma brandura;

Um medo sem ter culpa; um ar sereno;

Um longo e obediente sofrimento:

 

Esta foi a celeste fermosura

Da minha Circe, e o mágico veneno

Que pôde transformar meu pensamento.

 

Lírica Filosófica

Outra dualidade existente no poema camoniano está relacionada ao desconcerto do indivíduo quanto às exigências do mundo e a possibilidade de concretizá-las. O mundo aparece como algo imprevisível, confuso e irracional, e, à medida em que o eu lírico tem consciência disso, maior se torna o conflito entre o eu e a realidade circundante. Para Camões, o mundo apresenta-se como contraditório, fragmentado, problemático, sem nenhuma solução a esperar. Na verdade, esse sentimento expresso na poesia camoniana prenuncia o aparecimento do Barroco em Portugal. Leia o poema que segue e perceba o desconcerto frente às circunstâncias vividas e à fugacidade das coisas: 

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 

Muda-se o ser, muda-se a confiança: 

Todo o mundo é composto de mudança, 

Tomando sempre novas qualidades [valores]. 

 

Continuamente vemos novidades, 

Diferentes em tudo da esperança: 

Do mal ficam as mágoas na lembrança, 

E do bem (se algum houve) as saudades. 

 

O tempo cobre o chão de verde manto, 

Que já coberto foi de neve fria, 

E em mim converte em choro o doce canto. 

 

E afora este mudar-se cada dia, 

Outra mudança faz de mor espanto, 

Que não se muda já como soía [costumava]. 

 

Leitura

 

Fernando Pessoa militou em favor da transformação da literatura portuguesa de seu tempo, inclusive dizendo que seria o ‘supra-Camões’, visitando a épica camoniana sob o viés de seu tempo na obra intitulada Mensagem. Para discutirmos essa questão, seguem dois momentos importantes das obras desses poetas: o episódio do Gigante Adamastor, de Camões, e o poema “O Mostrengo”, de Fernando Pessoa. Leia e discuta com seus colegas e professor. 

 

Episódio de O gigante Adamastor,
em Os Lusíadas, de Camões

 

Não acabava, quando uma figura

Se nos mostra no ar, robusta e válida,

De disforme e grandíssima estatura,

O rosto carregado, a barba esquálida,

Os olhos encovados, e a postura

Medonha e má, e a cor terrena e pálida,

Cheios de terra e crespos os cabelos,

A boca negra, os dentes amarelos.

 

(...) C’um tom de voz nos fala horrendo e grosso,

Que pareceu sair do mar profundo.

Arrepiam-se as carnes e o cabelo

A mim e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo.

 

E disse: “Ó gente ousada, mais que quantas

no mundo cometeram grandes cousas,

tu, que por guerras cruas, tais e tantas,

e por trabalhos vãos nunca repousas,

pois os vedados términos quebrantas

e navegar meus longos mares ousas,

que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,

nunca arados de estranho ou próprio lenho;”

 

 

O Mostrengo, Fernando Pessoa

 

O mostrengo que está no fim do mar

Na noite de breu ergueu-se a voar;

À roda da nau voou três vezes,

Voou três vezes a chiar,

E disse: “Quem é quem ousou entrar

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos negros do fim do mundo?”

E o homem do leme disse, tremendo:

“El-Rei D. João Segundo!”

 

“De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?”

Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.

Pois vens ver os segredos escondidos

da natureza e do húmido elemento,

a nenhum grande humano concedidos

de nobre ou de imortal merecimento,

ouve os danos de mim que apercebidos

estão a teu sobejo atrevimento,

por todo o largo mar e pela terra

que inda hás-de sobjugar com dura guerra.”

 

(...)

Aqui espero tomar, se não me engano,

De quem me descobriu suma vingança;

E não se acabará só nisto o dano (...)

Naufrágios, perdições de toda a sorte,

Que o menor mal de todos seja a morte.

 

(...) 

Eu sou aquele oculto e grande cabo

A quem chamais vós outros Tormentório,

que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,

Plínio e quantos passaram fui notório.

Aqui toda a africana costa acabo

neste meu nunca visto promontório,

que para o polo antarctico se estende,

a quem vossa ousadia tanto ofende.

“Quem vem poder o que só eu posso,

Que moro onde nunca ninguém me visse

E escorro os medos do mar sem fundo?”

E o homem do leme tremeu, e disse:

“El-Rei D. João Segundo!”

 

Três vezes do leme as mãos ergueu,

Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:

“Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um Povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade, que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!”

 

Em Resumo

Como pudemos perceber, a obra de Camões ainda é um marco para a literatura universal. Seu legado foi significativo para a literatura, tornando-se um referencial a muitos escritores de nossa cultura e de tantas outras. 

 

Referências

HAUSER, Arnold. História social da arte e da cultura. v. IV. Lisboa: Estante editora, 1964.

MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa. 31. ed. São Paulo: Cultrix, 2001.

PERRY, Marvin. Civilização Ocidental: uma história concisa. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 

LAVER, James. A moda e a roupa: uma história concisa. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 

CUNHA, Maria Helena Ribeiro da. O neoplatonismo amoroso na Ode VI. In: Revista Camoniana. v. 2. São Paulo: USP, 1965. p. 117-128.

Vamos Praticar?
Já é cadastrado? Faça o Login!