Texto: Platelmintos e Nematelmintos

Platelmintos e Nematelmintos

Após aprendermos sobre os primeiros grupos de invertebrados, daremos continuidade ao estudo dos animais conhecidos como vermes. São chamados assim por possuírem o corpo mole, alongado e não apresentarem membros para se locomover. Esses animais são originalmente reunidos em dois grupos: os platelmintos e os nematelmintos. Em comparação com os poríferos e cnidários, os platelmintos e os nematelmintos apresentam uma organização corporal mais complexa, com a presença de tecidos, órgãos e alguns sistemas. Além disso, percebe-se uma maior concentração de células nervosas na parte anterior do animal, indicando o principio de formação de cabeça (cefalização). Eles são comumente associados às doenças que afetam a espécie humana, mas nem todos os seus representantes são parasitas. 
 

Quando ouvimos a palavra “verme”, logo a associamos a doenças e animais de aspecto repugnante. Devido a isso, as pessoas geralmente tendem a evitar interagir com esses animais. Mas é importante ressaltar que vários representantes desse grupo têm papéis ecológicos importantes, como por exemplo, a ciclagem de nutrientes.

 
Características Gerais dos Platelmintos

Os platelmintos são representados basicamente pelos vermes chatos. São chamados assim devido ao aspecto achatado que seu corpo apresenta. São conhecidas aproximadamente 20 mil espécies que vivem em ambientes aquáticos ou em ambientes terrestres úmidos. Podem medir de poucos milímetros a vários metros, como é caso da tênia, que parasita o intestino humano. Apesar de a maioria dos representantes do grupo ser parasitas obrigatórios de outros animais, existem aqueles que apresentam vida livre, como a planária. Os parasitas se alimentam basicamente dos nutrientes absorvidos pelo organismo parasitado, enquanto os de vida livre são predadores que comem pequenos animais e restos orgânicos. 
 
Fotografia dos principais representantes de platelmintos. Da esquerda para a direita: tênia, esquistossomo e planária


Estrutura Corporal dos Platelmintos

Os platelmintos apresentam sistema nervoso formado por gânglios cerebrais, uma novidade que lhes permite perceber os estímulos ambientais com maior eficiência. Nos grupos de vida livre, há a existência de um sistema digestório incompleto, que é chamado assim pela ausência de ânus. Sua respiração é cutânea, ou seja, a absorção de oxigênio ocorre por meio das células da epiderme.


Diversidade de Platelmintos

Os platelmintos apresentam uma grande diversidade de espécies e, por isso, exibem formas de corpo e coloração variadas. As formas livres são as mais coloridas e exuberantes, enquanto as parasitas tendem a ser monocromáticas. A seguir, conheceremos os principais representantes deste filo. 


Planárias

As planárias são platelmintos aquáticos de vida livre, e que apresentam a capacidade de se locomover devido à presença de cílios e à liberação constante de muco em sua parte ventral. Há também alguns representantes terrestres”, após “parte ventral Uma característica marcante desse animal é a presença de ocelos, estruturas que se assemelham a olhos, mas que permitem apenas a percepção de luz, não captando imagens do meio. 
 
Fotos de Planárias

Elas apresentam sistema digestório incompleto e sistema nervoso ganglionar. Sua boca localiza-se na região ventral do corpo, que é ligada a uma faringe contrátil, cuja função é aspirar o alimento. Outra particularidade notável das planárias é a alta capacidade de regeneração que apresentam. Partes cortadas do corpo desses animais são capazes de se regenerar e podem até formar novos indivíduos, dependendo do tamanho do pedaço e de onde ele foi cortado. As planárias também são hermafroditas, ou seja, apresentam estruturas sexuais femininas e masculinas no mesmo organismo.


Esquistossomos

Os esquistossomos são parasitas encontrados principalmente nos vasos sanguíneos e no intestino de animais vertebrados. Eles se alimentam de tecidos e fluídos do hospedeiro (aquele que é parasitado) e, para isso, apresentam ventosas na região da boca que permitem a fixação do verme no interior do organismo parasitado. Seu sistema digestório é incompleto e apresenta sistema nervoso semelhante ao das planárias. Uma característica peculiar deste platelminto é a presença de dimorfismo sexual, que é a diferenciação corporal entre o macho e a fêmea. O macho é achatado e possuiu um sulco ao longo de seu corpo, local em que a fêmea aloja-se no momento da reprodução. Por sua vez, a fêmea apresenta um corpo mais fino e alongado em relação ao macho.
 


Tênias

As tênias também são animais parasitas e são encontradas no sistema digestório dos animais vertebrados. Seu corpo é formado por uma cabeça (o escólex) seguida por vários anéis, chamados de proglótides, que contém os ovos. São hermafroditas e podem chegar até 12 metros de comprimento. Elas se alimentam dos nutrientes obtidos pelo hospedeiro e apresentam ganchos e ventosas em sua cabeça para fixar-se nos tecidos. Possuem sistema digestório incompleto e sistema nervoso ganglionar. São apelidadas de solitárias, pois o hospedeiro é parasitado apenas por um único verme a cada vez.
 
Esquema representando a região anterior do corpo de uma tênia
 

Reprodução dos Platelmintos

Os platelmintos podem se reproduzir de forma assexuada e sexuada. As tênias, apesar de serem hermafroditas, reproduzem-se de maneira sexuada por meio da autofecundação, que é a formação de um novo ser a partir de células reprodutivas de um mesmo organismo. 
 
Esquema mostrando a reprodução assexuada das planárias por meio da divisão corporal. Note que três pedaços dão origem a três novos indivíduos

As planárias também são hermafroditas, mas, diferentemente das tênias, não executam a autofecundação. Dois indivíduos se encontram e trocam gametas masculinos e femininos durante um processo denominado cópula. Após a fecundação, originam-se ovos que são liberados no meio. Dentro de cada ovo está o embrião, que se desenvolverá em um novo indivíduo. Além de se reproduzir de forma sexuada, as planárias são capazes de se reproduzir de forma assexuada, em que partes retiradas de um indivíduo dão origem a novos seres. Já os esquistossomos apresentam indivíduos dos dois sexos, que se encontram para reproduzir de forma sexuada. 


Características Gerais dos Nematelmintos

O segundo grupo de vermes que estudaremos são os nematelmintos. Diferentemente dos platelmintos, que possuem o corpo achatado, os nematelmintos são chamados assim por apresentarem um corpo com formato cilíndrico. As espécies de nematelmintos apresentam formas livres e parasitas, assim como os platelmintos. As formas livres são geralmente encontradas em locais úmidos, como, por exemplo, no solo, no fundo dos mares, nos rios e em poças de água parada. Já as formas parasitas podem ocupar tecidos vegetais e os órgãos internos de outros animais. Uma característica interessante destes animais é a capacidade de realizar respiração anaeróbia e aeróbia, de acordo com a disponibilidade de gás oxigênio no ambiente.
 
Fotografia dos principais representantes de nematelmintos. De cima para baixo: a lombriga e o ancilóstomo


Estrutura Corporal dos Nematelmintos

Os nematelmintos também apresentam corpo vermiforme, sem segmentação e com extremidades finas. É o primeiro grupo de invertebrados que possui sistema digestório completo (presença de boca, esôfago, intestino e ânus). Sua respiração é cutânea e não apresenta sistema circulatório. Uma particularidade deste grupo é a presença da cutícula, que é a camada que protege o animal, externamente, do atrito com as partículas do ambiente e contra as substâncias de defesa produzida pelos hospedeiros (no caso das espécies parasitas). Seu sistema nervoso é formado por um anel ao redor do esôfago que liga vários cordões de células nervosas por toda extensão de seu corpo.


Reprodução dos Nematelmintos

A maioria das espécies de nematelmintos é dioica (apresentam sexos masculino e feminino separados) e apresentam dimorfismo sexual. Sua reprodução é exclusivamente sexuada com a fecundação interna da fêmea, ou seja, o macho introduz seus gametas no corpo da fêmea durante a cópula por meio de espículas (estrutura semelhante a uma agulha que se localiza na parte posterior do macho).


Diversidade de Nematelmintos

Esse grupo é composto por mais de 25 mil espécies e está entre os grupos animais mais abundantes. Em um quilômetro quadrado de terra, acredita-se que existam aproximadamente de 12 a 46 milhões de nematoides. A maior parte das espécies desse grupo vive nos oceanos, mas são pouco conhecidas. Novamente, conheceremos os representantes que estão mais próximos do homem.


Lombrigas

As lombrigas são os vermes causadores da ascaridíase e podem chegar até 40 cm de comprimento. São animais parasitas que vivem no intestino humano e se alimentam basicamente dos alimentos ingeridos pelo hospedeiro. Elas são dioicas e apresentam dimorfismo sexual, com o macho exibindo um corpo menor que a fêmea. Além disso, o macho tem espículas na extremidade posterior para auxiliar a cópula.


Ancilóstomos

Os ancilóstomos são os parasitas causadores da ancilostomíase e seu tamanho corporal não passa de dois centímetros. Eles possuem uma boca com dentes em forma de gancho que servem para se fixar no tecido do hospedeiro e cortá-lo. Eles se alimentam do sangue liberado pelas feridas causadas no intestino humano, local onde vive.


Oxiúros

Os oxiúros são pequenos vermes que possuem cerca de um centímetro a 1,5 centímetros de comprimento. Eles causam a oxiurose ao parasitar o intestino grosso do hospedeiro, doença que tem como principal sintoma coceira na região do ânus.


Filárias

As filárias são vermes com aspecto de fio e corpo alongado que parasitam os vasos linfáticos dos hospedeiros (vaso que drenam o excesso de líquido do organismo). Elas causam a doença chamada de elefantíase, na qual vários desses vermes obstruem os vasos linfáticos, causando o inchaço da região afetada.
 

Verminoses 

Como foi dito anteriormente, os vermes apresentam uma relação muito próxima com a espécie humana devido ao fato de causarem doenças ao parasitarem nosso organismo. Estudaremos esse tópico em separado e com maior detalhamento, pois conhecer as principais verminoses, e como elas podem ser prevenidas, é de fundamental importância para nos mantermos saudáveis. Cada verme causador de doenças apresenta um ciclo característico que sempre se inicia com o hospedeiro definitivo, que é o hospedeiro em que o verme adulto se desenvolve e se reproduz, cargo ocupado pelo homem no caso das verminoses. Em alguns casos pode existir o hospedeiro intermediário, que é chamado assim porque o animal é infectado pelas formas larvais do verme que foram adquiridas pela ingestão do ovo. Ainda pode existir o vetor, em que o animal infectado pelas larvas as transfere de forma ativa para o hospedeiro definitivo (como, por exemplo, a picada de um mosquito). O tratamento básico para todas as verminoses descritas é a utilização de medicamentos específicos, como o vermífugo.


Teníase

A teníase é causada pela espécie Taenia solium, quando ela se instala no intestino humano. Essa doença é adquirida pela ingestão de carne de porco contaminada pelo cisticerco (cápsula que contém a larva e que é popularmente conhecida como canjiquinha).
 
Esquema apresentando o ciclo de vida de uma tênia

O seu ciclo se inicia com a liberação de ovos para o ambiente nas fezes do hospedeiro parasitado (A). Estes ovos podem ser ingeridos por um porco (B - hospedeiro intermediário) e eclodem dentro do suíno, liberando uma larva. Essa larva perfura os vasos sanguíneos do porco e chega até a sua musculatura, local onde é formado o cisticerco (C). Ao ingerirmos a carne contaminada crua ou malcozida, essa cápsula é rompida no estômago e a larva que chega ao intestino completa seu desenvolvimento e torna-se um verme adulto (D).

Os principais sintomas causados por essa doença são vômitos, diarreia, fome exagerada, desnutrição e fraqueza. A causa desses sintomas é associada ao fato de a tênia absorver grande parte de nutrientes ingeridos pelo hospedeiro.

A maneira mais eficiente de se prevenir a teníase é evitar o consumo de carne de porco mal cozida ou crua. O cozimento adequado da carne mata as larvas de tênia e impede o desenvolvimento do verme adulto. Além disso, hábitos higiênicos (como lavar a mão antes de comer e depois de defecar), medidas de saneamento básico e o tratamento dos doentes são imprescindíveis para impedir a disseminação da doença.
 

Saiba Mais!

As tênias podem causar outra doença além da teníase. Quando um ser humano ingere diretamente os ovos desse verme (que podem estar em alimentos mal lavados), as larvas que são originadas invadem a corrente sanguínea e parasitam os tecidos do corpo. Quando chegam aos tecidos, as larvas formam cisticercos de maneira semelhante ao que ocorre com o porco. O nome dado a essa doença é cisticercose. Dependo do tecido infectado, a cisticercose pode levar à morte. Para preveni-la, basta lavar bem os alimentos antes de ingeri-los.


Esquistossomose 

Provocada pelo platelminto Schistosoma mansoni, esta verminose pode ser chamada também de barriga-d’água, pois em casos mais graves da doença o fígado da vítima incha e há infiltração de água no abdômen, provocando seu aumento. Essa verminose é adquirida pela penetração das larvas que estão na água, através da pele.

O ciclo de vida se inicia com a liberação de ovos eliminados junto com as fezes do hospedeiro (A). Os ovos, ao chegarem a um corpo d’água, eclodem e liberam larvas chamadas mirácidios (B). Essas larvas ainda não são as que infectam o organismo humano, elas necessitam passar pelo organismo dos caramujos do gênero Biomphalaria (C), que são os hospedeiros intermediários. A larva sofre mudanças corporais e origina uma nova forma, chamada cercaria (D). Essa é a larva que apresenta capacidade de invadir o corpo humano, perfurando a pele (E), normalmente na região dos pés ou das pernas. No local em que houve a invasão ocorre irritação e coceira.
 
Esquema apresentando o ciclo de vida de um esquistossomo

Os sintomas causados por essa verminose são febre, fraqueza, falta de apetite e dor na região infectada. Para preveni-la, a principal medida a se tomar é evitar o contato com águas contaminadas e que tenham a presença dos caramujos que hospedam a larva. Além disso, tratar os doentes, medidas de saneamento básico e o extermínio dos caramujos evitam a disseminação da doença.


Ascaridíase

O agente causador desta doença é o verme da espécie Ascaris lumbricoides. São parasitas intestinais que são adquiridos pela ingestão de alimentos contaminados pelos ovos dessa espécie. 

Seu clico de vida inicia-se com a liberação de milhares de ovos pelos vermes adultos (A) que estão no intestino humano, contaminando o solo e a água. Do solo, os ovos podem passar aos alimentos ali cultivados. Ao ingerir esse alimento contaminado, beber água não tratada ou ainda manipulá-los sem lavar as mãos, os ovos são ingeridos (B) e eclodem ao chegar ao intestino (C). Do intestino, as larvas originadas são levadas pela corrente sanguínea até o pulmão (D), onde as lombrigas completam o seu desenvolvimento. Em seguida, elas vão para as vias aéreas e são engolidas, retornando ao intestino (E), local onde irão se reproduzir, liberando mais ovos (F). É importante notar que não existe hospedeiro intermediário no ciclo de vida deste animal. 
 
 Esquema apresentando o ciclo de vida de uma lombriga

Entre os sintomas causados por essa doença estão fraqueza, cólicas, diarreia, anemia, desnutrição e obstrução das vias intestinais pela grande quantidade de vermes. Os métodos de prevenção desta doença são o saneamento básico, a lavagem correta das mãos e dos alimentos e a ingestão apenas de água potável. 


Ancilostomíase

São duas as espécies capazes de provocar o amarelão: o Ancylostoma duodenale e o Necator americanus. Tal doença é conhecida por esse nome pelo fato de as pessoas infectadas adquirirem uma forte anemia (provocada pela ingestão de sangue pelo verme), que as deixa com a pele pálida, próxima a uma coloração amarela. Ela é contraída por meio da penetração da larva que está no solo, pela sola dos pés.

Os vermes adultos, que estão no intestino, liberam ovos (A) que são eliminados junto com as fezes. Quando o ovo chega ao solo, ele eclode (B), liberando uma larva que permanece no solo à espera dos hospedeiros. Assim que estes entram em contato com o solo com os pés descalços, as larvas penetram pelos pés (C) e chegam à corrente sanguínea. Da corrente sanguínea elas chegam ao intestino, onde se desenvolvem em vermes adultos (D), prontos para reproduzir e reiniciar o seu ciclo de vida. Este verme também não precisa de um hospedeiro intermediário para completar o seu desenvolvimento.
 
Esquema apresentando o ciclo de vida de um ancilóstomo

Além da forte anemia citada anteriormente, outros sintomas provocados por essa verminose são fraqueza e perda de sangue, que é eliminado junto com as fezes. Prevenir está doença é simples: basta utilizar calçado para evitar contato direto com os locais infectados. O saneamento básico e o tratamento dos doentes também são fundamentais para evitar a disseminação da doença.


Oxiurose

A oxiurose é causada pela espécie Enterobius vermiculares e tem como principal sintoma a forte coceira na região anal, que é causada pelo deslocamento das fêmeas para o ânus com o objetivo de botar seus ovos. Estes ovos são liberados nas fezes (A), contaminando objetos e alimentos. Além disso, o próprio infectado pode transportá-los pelas mãos e pelas unhas (B) ao coçar a região anal. 
 
Esquema apresentando o ciclo de vida de um oxiúro

A principal forma de prevenir esta doença é a adoção de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes de ingerir alimentos e não levar objetos sujos a boca. O saneamento básico e o tratamento dos doentes também evitam a dispersão da doença.


Filariose

As filárias são vermes pertencentes à espécie Wuchereria bancrofiti e causam a filariose, doença popularmente conhecida como elefantíase. Essa verminose é chamada assim devido a seu principal sintoma: inchaço das extremidades do corpo (principalmente as pernas), causado pela obstrução dos vasos linfáticos. É transmitida pela picada de mosquito dos gêneros Culex e Anopheles, que são os vetores das larvas desse verme. Os adultos que estão no corpo humano se reproduzem, dando origem a larvas (A) que são adquiridas pelo mosquito no momento da picada (B). Essas larvas se desenvolvem no corpo do mosquito (C) e são transmitidas novamente à corrente sanguínea do hospedeiro em uma nova picada (D). A melhor forma de combater esta doença é a eliminação do vetor e o tratamento dos doentes.
 
Esquema apresentando o ciclo de vida de uma filária
 

Em Resumo

Platelmintos e nematelmintos são os primeiros grupos de invertebrados a apresentar uma organização corporal mais complexa com a presença de órgãos e sistemas especializados. Além disso, há o principio de cefalização, que é a concentração de tecido nervoso na parte anterior do animal. Ambos apresentam espécies de vida livre e parasitas e são conhecidos por causarem doenças ao homem. 

Os platelmintos são conhecidos como vermes chatos e tem como principais representantes a planária, a tênia e o esquistossomo. Apresentam um sistema nervoso formado por gânglios cerebrais que lhes conferem grande capacidade de perceber o ambiente a sua volta. Algumas espécies pertencentes a esse grupo exibem dimorfismo sexual, que são diferenças morfológicas entre machos e fêmeas. Sua reprodução pode ser sexuada ou assexuada.

Os nematelmintos são os vermes cilíndricos representados principalmente pela lombriga e o ancilóstomo. É o primeiro grupo animal a apresentar sistema digestório completo (com boca e ânus). Sua reprodução é exclusivamente sexuada e a maioria das espécies é dioica (apresentam sexos separados), sendo morfologicamente diferentes.

Os representantes parasitas desses grupos causam as verminoses. O homem é o hospedeiro definitivo onde o verme adulto se reproduz e libera os seus ovos. Os ovos liberados eclodem e as larvas originadas procuram novos hospedeiros para parasitar. Medidas de saneamento básico são a forma mais eficiente de combater essas doenças, uma vez que evitam a contaminação do ambiente com os ovos desses animais (que são liberados junto com as fezes do hospedeiro). 
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